MP-SP denuncia Alckmin por lavagem de dinheiro, corrupção e falsidade ideológica

O Ministério Público de São Paulo denunciou, nesta quinta-feira (23), Geraldo Alckmin (PSDB), ex-governador de São Paulo. O tucano é acusado de falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, Alckmin recebeu R$ 2 milhões em dinheiro vivo da Odebrecht durante a campanha para o governo paulista em 2010 e mais de R$ 9 milhões no pleito que garantiu sua reeleição em 2014.

O tucano é investigado no inquérito da Lava Jato que apura, na Justiça Eleitoral, doações da empreiteira. Nomes do alto escalão da Odebrecht teriam admitido o repasse de mais de R$ 10 milhões, num esquema de caixa 2, para as campanhas de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes.

De acordo com o MP, essas doações não foram registradas nas prestações de conta do tucano, configurando assim delito de falsidade ideológica e corrupção passiva.

O delito de lavagem de dinheiro é baseado no fato de que os pagamentos foram realizados pelo setor de operações da Odebrecht para dificultar o rastreamento do dinheiro, empregando até a ação de doleiros.

Em 2018, Alckmin disputou a eleição presidencial e teve apenas 4,76% dos votos válidos, o pior resultado do PSDB numa disputa para o Planalto.

O partido, que por anos dividiu o protagonismo político nacional com o Partido dos Trabalhadores (PT), tem sido assistido nomes importantes envolvidos em suspeitas de crime. Nesse semana, o senador José Serra também foi acusado de se utilizar de um esquema de caixa dois.

 

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