Zema diz que é pouco provável que haja uma segunda onda de covid-19 em Minas

Em entrevista na tarde desta segunda-feira (3), na CNN Brasil, o governador de Minas, Romeu Zema, disse achar pouco provável que haja uma segunda onda de covid-19 no estado, diferentemente de outras entrevistas que deu ultimamente. O chefe do Executivo ainda falou sobre a ocupação de leitos de UTI.

“Hoje, nós temos aqui cerca de 68% dos leitos de UTI SUS ocupados. Mesmo que nós tenhamos um repique, o que eu acho que é pouco provável, mas pode acontecer e nós ainda temos aqui um bom colchão de segurança. Nós temos 32% dos leitos de UTI os vagos, lembrando que algumas regiões no estado estão com menor capacidade ocupada e outros com maior”, afirmou.

O governador declarou ainda que a situação da doença em Minas é mais tranquila do que nos outros estados. “Tivemos explosão em algumas cidades em Minas Gerais. No geral, se você pegar a nossa curva, vai ver que ela nem se compara com a curva do Brasil. A nossa curva ficou quase todo o tempo com a inclinação mínima. A curva do Brasil e de muitos estados teve uma inclinação muito acentuada. Hoje, nós temos aqui a região central e a região metropolitana que têm a situação mais crítica do Estado, mas está longe de ser uma situação em que o sistema de saúde vai entrar em colapso”, afirmou.

Romeu Zema diz agora que a articulação do governo federal com os estados melhorou e hoje é bem melhor do que no início da pandemia. “Eu diria que se a medida que a pandemia avançou, acho que todos os estados e também o governo federal se estruturaram melhor. Nós recebemos respiradores do governo federal, recebemos teste e isso contribuiu muito. Como eu disse, no início pode ter faltado um sincronismo maior, mas depois as coisas caminharam bem. Eu posso estar enganado, mas na minha opinião, daqui um ano, quando nós fizermos uma retrospectiva, nós vamos ver que o Brasil, dentro do contexto mundo, não fez um trabalho tão ruim como muitos hein alardeado”, alegou.

Ao ser questionado se ele realmente acha que, com 94.130 mortes, o Brasil não fez um trabalho ruim, Zema voltou a dizer que o país não fez um trabalho ruim.  “Eu estou falando em termos comparativos. Nós temos que considerar que o Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes. Temos um país como a Itália com 60 milhões de habitantes e que teve quase que a metade desse número de óbitos. Eu lamento demais esse número, mas temos que lembrar que somos um país gigantesco”, afirmou.

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