Ídolo do Cruzeiro, Fábio completa 40 anos e se aproxima dos 900 jogos com camisa celeste

Um dos grandes personagens da história do Cruzeiro, o goleiro Fábio completa 40 anos de idade nesta quarta-feira, sendo 15 deles como titular absoluto da meta celeste. No gol da Raposa desde 2005, o jogador se tornou uma referência no clube e está perto de atingir uma marca histórica que poucos jogadores alcançaram na carreira.

Com 897 jogos disputados pelo Cruzeiro, Fábio é jogador que mais atuou com a camisa celeste. O camisa 1 fará a partida número 898 justamente nesta quarta-feira, quando o time enfrentará a Ponte Preta, no Mineirão, pela 12ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Caso não se machuque ou seja suspenso (terceiro cartão amarelo ou expulso), Fábio alcançará a marca de 900 jogos pela Raposa no dia 8 de outubro, no Mineirão, no duelo contra o Sampaio Corrêa, pela 14ª rodada da Série B.

Renovação do contrato para ano do centenário

Com contrato até o fim de dezembro, Fábio provavelmente terá o vínculo prorrogado pelo menos até o término da Série B. E mesmo já podendo assinar um pré-contrato com outra equipe, o goleiro parece não pensar em sair do Cruzeiro neste momento. Entretanto, em entrevista coletiva na semana passada, o jogador afirmou que ainda não iniciou as conversas com a diretoria para renovar o vínculo, pois o foco está em trabalhar para o clube voltar à Série A.

“É a coisa que eu menos me preocupo. A maior preocupação minha é fazer com que o Cruzeiro possa, em janeiro, estar no devido lugar dele, deixando o torcedor feliz, que com certeza serei o cara mais feliz junto com os mais de 9 milhões de torcedores. Tenho certeza que será uma alegria ímpar, que ficará marcado na minha vida. Não tive nenhuma oportunidade de conversar sobre isso, tanto que estou focado nesse retorno do Cruzeiro a Série A”, disse.

Em julho, o presidente Sérgio Santos Rodrigues indicou o desejo de renovar o contrato de Fábio até o fim de 2021 para o jogador atuar no ano do centenário do Cruzeiro.

“O Fábio todo mundo sabe a representatividade que ele tem para o Cruzeiro. E o Fábio não jogar o centenário seria até incongruente com a história que ele tem e com tudo que ele representa. É um líder para a gente, então, com certeza nossas conversas vão caminhar bem no sentido de ficar”, ressaltou o mandatário na época.

No início deste ano, o camisa 1 foi um dos poucos jogadores que aceitaram repactuar os salários (reduzir para o teto de R$ 150 mil estipulado pelo clube e parcelar a diferença a partir de abril de 2021) para adequar à nova realidade financeira do Cruzeiro, que disputaria a Série B pela primeira vez na história.

Início de carreira, passagem relâmpago pelo Cruzeiro e Seleção Brasileira

Fábio começou a carreira no União Bandeirante-PR, em 1997. Na temporada seguinte, se transferiu para o Atlhetico-PR. Permaneceu no Furacão até 1999, quando foi emprestado ao Cruzeiro. Com 19 anos, o goleiro chegou à Toca da Raposa e estreou no time principal no dia 4 de março de 2000, em um amistoso contra o Universal-RJ, no Mineirão. No entanto, o duelo foi o único com a camisa celeste. Na reserva de André, foi campeão da Copa do Brasil em 2000.

Sem espaço no Cruzeiro, Fábio foi emprestado ainda durante a temporada de 2000 ao Vasco, onde permaneceu até o fim de 2004. No ano de estreia no clube carioca, mesmo que no banco de reservas, o goleiro conquistou o Campeonato Brasileiro e a Copa Mercosul. Depois, já como titular, levantou o título do Campeonato Carioca de 2003. Começou a ganhar destaque, foi convocado para a Seleção Brasileira e foi campeão da Copa América de 2004.

Retorno à Toca da Raposa, títulos e pior momento

Após a vitoriosa passagem pelo Vasco, Fábio retornou ao Cruzeiro em 2005 na troca que levou o atacante Alex Dias para o clube carioca. Desde então, assumiu a titularidade e não deixou mais o gol da Raposa para se tornar um dos maiores ídolos da história do clube.

No Cruzeiro, Fábio “bateu na trave” em 2009 na Libertadores, o que seria o maior título do goleiro no clube, mas nada que manchasse a bonita história na Raposa, onde foi protagonista nas conquistas do bicampeonato brasileiro (2013 e 2014) e no bi da Copa do Brasil (2017 e 2018). Ainda pela equipe, levantou sete Campeonatos Mineiros (2006, 2008, 2009, 2011, 2014, 2018 e 2019). No ano passado, o camisa 1 viveu  o pior momento com o rebaixamento do clube para a Série B.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*