‘Pontos físicos de venda de drogas foram substituídos pelos virtuais’, diz delegado sobre grupo preso em operação no Norte de MG

O grupo criminoso desarticulado na Operação Hidra utilizava a tecnologia a serviço do crime. Segundo a Polícia Civil, eles eram especializados em traficar drogas usando a internet. A ação foi realizada, nesta quinta-feira (15), em Montes Claros e São João da Ponte.

Foram cumpridos 15 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. Ao longo da investigação, que durou cinco meses, foram apreendidos R$ 26 mil, drogas e armas.

Tenório afirma que os membros da organização usavam redes sociais e celulares. A entrega era feita na modalidade delivery.

Ainda conforme o delegado, esse tipo de tráfico permitiu que a atividade criminosa se espalhasse pela cidade de Montes Claros. A Polícia Civil fez um mapa com os locais onde os entorpecentes eram vendidos e constatou que o grupo atuava em praticamente toda Montes Claros.

Alberto Tenório destaca que os alvos da operação atuam no tráfico de drogas desde 2009 e aparecem como autores em 94 ocorrências. Além disso, foram denunciados pelo Disque Denúncia Unificado 181 por 21 vezes.

“É uma teia criminosa, composta de 15 pessoas, cada um tem um papel, alguns articulavam compra e venda de mercadorias e outros faziam a distribuições para usuários e a entrega das encomendas”, explica.

 

Lavagem de dinheiro

 

Além do tráfico de drogas, a Polícia Civil apura ainda a relação do grupo com a lavagem de dinheiro. A Justiça autorizou o bloqueio de valores em 15 contas bancárias. As investigações identificaram transações suspeitas, no valor de R$ 750 mil.

“O objetivo principal, além da prisão dos autores, é exterminar, acabar de vez, com toda a comercialização financeira desses autores. Porque eles estão lavando esse dinheiro para investir no tráfico”, fala o delegado.

 

Alberto Tenório destaca que o bloqueio permitirá saber a origem e o destino dos valores, para então identificar se há a atuação de laranjas.

A Polícia Civil acredita que o alvo preso em São João da Ponte era um dos responsáveis por movimentar o dinheiro do grupo.

“Essa pessoa estava em São João da Ponte e fazia transações financeiras para a organização criminosa. Esses R$ 750 mil seriam articulados por essa pessoa, além da participação no crime de lavagem de dinheiro, ainda indicamos a participação dele no tráfico e associação para o tráfico, já que estava colaborando diretamente com as vendas de drogas aqui em Montes Claros”.

A operação contou com a participação de 100 policiais, além de apoio do canil e da Polícia Civil.

Cem policiais participaram da operação — Foto: Ana Carolina Ferreira / Inter TV

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