Investigado por estuprar as filhas é preso pela PM em hospital após tomar veneno; ele vivia escondido em uma cabana no meio do mato

A Polícia Militar cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por estuprar as próprias filhas em Arinos (MG). Depois de ser perseguido e ter seu esconderijo, uma espécie cabana no meio do mato, descoberto, ele tentou se matar tomando veneno e acabou buscando por socorro no hospital da cidade, onde foi capturado.

A PM recebeu os primeiros relatos sobre os abusos em 2020, as vítimas seriam uma menina, de cinco anos, e uma jovem, já maior de idade. As informações davam conta de que o homem usava uma arma para coagir a família, com o intuito de que não fosse denunciado. Os militares estiveram por diversas vezes na fazenda onde ele morava com a esposa e os seis filhos, mas não o encontraram.

De acordo com a PM, depois que uma das filhas dele, na época com 20 anos, engravidou, as suspeitas e boatos de que ele seria o pai da criança o motivaram a viver escondido em uma área de mata. Ele frequentava sua casa esporadicamente e em períodos curtos e noturnos.

Após engravidar, a jovem foi morar na casa de parentes em Brasília (DF). A mãe dela também ficou grávida na mesma época. Ambas já tiveram seus filhos.

Na última quarta-feira (12), os policiais montaram uma operação para cumprir o mandado de prisão após receberem informações de que o foragido estava morando em uma cabana. Duas equipes foram ao local e fizeram parte do trajeto a pé, para não levantar suspeitas. O esconderijo dele foi encontrado, mas ele não foi localizado. Até um drone foi usado nas buscas.

Já nessa segunda (17), a PM recebeu uma ligação anônima informando que o homem tinha tomado chumbinho e estava indo para o hospital. Imediatamente, uma equipe foi para a unidade de saúde e esperou que ele fosse atendido e liberado para realizar a prisão.

Conforme a PM, nenhuma arma foi encontrada na casa do foragido. Ao ser questionado, ele disse que tomou o veneno porque se sentia perseguido. Sobre os estupros, preferiu ficar em silêncio. O g1 não conseguiu localizar a defesa do envolvido até a última atualização desta reportagem.

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