Curada da Covid-19, idosa se emociona ao ganhar homenagem de equipe de saúde na porta de casa com canto e violão

Uma idosa de 69 anos recebeu uma homenagem após ser considerada curada da Covid-19. Os profissionais que fizeram o primeiro atendimento de Neuza Alves Araújo cantaram e tocaram violão para ela na porta de casa. Um vídeo foi gravado e mostra o momento de emoção.

“Passei por horas difíceis e estive perto da morte, mas segurei nas mãos de Deus. Posso dizer que renasci”, fala a mulher que mora em Tocandira, zona rural de Porteirinha (MG).

Neuza apresentou sintomas após retornar de São Paulo. Ela viajou para cuidar da filha, que tinha feito uma cirurgia. Outros familiares também testaram positivo para a doença.

O primeiro atendimento da paciente foi feito no dia 9 de maio, na Unidade Básica de Saúde Tocandira.

“Recebemos uma ligação informando que ela tinha chegado de SP e apresentava febre e perda de olfato e paladar. O teste rápido deu negativo, mas como ela tinha sintomas compatíveis e histórico de viagem, orientamos que ficasse em quarentena e continuamos o monitoramento”, diz o enfermeiro Cleiton Nunes Pereira. Ele aparece tocando violão e cantando no vídeo.

O teste rápido foi feito após 10 dias de sintomas, seguindo as orientações das autoridades de saúde. Após o resultado, o monitoramento passou a ser feito por telefone.

Hospitalizada por nove dias

Em 14 de maio, Neuza chegou a ser levada para o hospital com o objetivo de fazer novos exames. Três dias depois, ela teve piora no quadro clínico e precisou ser hospitalizada.

“O corpo doía da cabeça ao dedão do pé, era uma dor insuportável. Um mal estar forte, não sentia gosto e cheiro. Não desejo o que senti para ninguém”, lembra.

Por ter acompanhado todo o desenrolar do caso da paciente e por telefonar todos os dias para saber como estava antes de ser hospitalizada, Cleiton estabeleceu vínculos de amizade com Neuza. Foi para o enfermeiro que ela ligou ao se sentir solitária durante a internação.

“A gente oferece os cuidados de saúde, mas somos também o ombro amigo, a palavra de carinho. Quando ela estava internada, me mandou um áudio dizendo que se sentia sozinha, tive a ideia de cantar um louvor”, conta Cleiton.

Ao ouvir a música, a idosa respondeu: “Senti paz, paz no meu coração, paz na minha alma.”

Homenagem

Por ter sentido que ajudou a idosa a ficar melhor com a música, o enfermeiro teve a ideia de prestar uma homenagem junto com os outros profissionais de saúde da UBS Tocandira.

“Fiquei emocionada. Agradeço a Deus pela vida de todos eles, que me ajudaram e cuidaram de mim com tanto carinho. Que Deus continue guiando as mãos deles para curar outras pessoas”, diz Neuza Araújo.

Formado há menos de dois anos, esse foi o primeiro caso confirmado em que Cleiton atuou.

“A gente se prepara, mas só sabe o que é quando está em um caso. Fizemos um juramento, prometendo oferecer assistência independente de qualquer situação. Não é um momento para desistir, é para buscar forças, ter fé e seguir em frente”, destaca.

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