Maratonistas quenianas Kipyokei e Rionoripo são suspensas por doping

A queniana Diana Kipyokei foi desqualificada como vencedora feminina da Maratona de Boston de 2021 após ser suspensa por seis anos por usar a substância proibida triancinolona acetonida, informou a Unidade de Integridade no Atletismo (AIU, na sigla em inglês) nesta terça-feira.

Sua compatriota Purity Rionoripo, vencedora da Maratona de Paris em 2017, foi banida por cinco anos após testar positivo para o diurético proibido furosemida e por, juntamente com Kipyokei, ter dificultado a investigação da AIU ao fornecer informações ou documentação falsos.

A também queniana Betty Wilson Lempus foi acusada pela presença de acetonido de triancinolona em seus testes. Ela segue suspensa provisoriamente.

“(Usaremos) toda a extensão de nossa inteligência e capacidades investigativas para descobrir a verdade e manter o esporte do atletismo limpo”, disse o chefe da AIU, Brett Clothier.

A Associação Atlética de Boston disse que, em vista da proibição de Kipyokei, a queniana Edna Kiplagat é agora a campeã de 2021. Kiplagat também venceu a corrida em 2017.

Três outros corredores quenianos foram banidos separadamente na segunda-feira. No final de novembro, 55 atletas quenianos foram banidos e oito suspensos provisoriamente, de acordo com a AIU.

O acetonido de triancinolona, substância proibida em competição quando administrado de determinadas formas, enquadra-se na categoria proibida de glicocorticóides, comumente usados como substâncias terapêuticas nos esportes.

Seu uso é permitido se os atletas puderem apresentar uma isenção ou prova de que sua administração não é feita por uma via proibida.

A furosemida não é conhecida por melhorar o desempenho em si, mas pode ser usada para mascarar o uso de outros tipos de doping, de acordo com a Agência Mundial Antidoping (Wada).

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